Os peixes amazônicos continuam ocupando espaço na alimentação das famílias de Rondônia. Tambaqui, pirarucu, pacu, piau, jatuarana, tucunaré e outras espécies fazem parte da culinária regional e também estão ligados à atividade de pescadores, produtores rurais e empreendimentos de piscicultura.
A presença do pescado vai além do consumo doméstico. Em ação divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), instituições sociais de Porto Velho receberam 500 quilos de filés de pirarucu e tambaqui produzidos por organizações da agricultura familiar. A iniciativa foi realizada por meio do Programa de Aquisição de Alimentos, que compra produtos de agricultores familiares e os destina a pessoas em situação de vulnerabilidade. (gov.br)
Tambaqui é um dos principais peixes da região
Entre as espécies mais conhecidas, o tambaqui ocupa posição de destaque. O peixe é nativo da Amazônia, tem importância na culinária regional e está entre as espécies mais cultivadas no país. A Embrapa aponta que a produção brasileira de tambaqui alcançou aproximadamente 139 mil toneladas em 2024, com forte participação da Região Norte, incluindo Rondônia. (embrapa.br)
O crescimento da piscicultura ajuda a ampliar a oferta regular de pescado e reduz a dependência exclusiva da pesca extrativa. Em Rondônia, a criação de peixes também envolve cooperativas, pequenos produtores e trabalhadores ligados à cadeia de comercialização, desde a produção até a venda em feiras, mercados e restaurantes.
Alimento presente na cultura e na renda
O pescado tem importância econômica e cultural para diferentes comunidades do estado. A proximidade com rios e a tradição amazônica ajudam a manter preparos como o peixe assado, cozido ou servido em caldos entre as opções da cozinha local.
Levantamentos e registros sobre o consumo em Rondônia mostram preferência por espécies variadas, que podem mudar de acordo com a região, a oferta e os hábitos dos consumidores. A composição do pescado disponível também depende da proximidade dos mercados com os locais de pesca e da demanda nas cidades. (philip.inpa.gov.br)
Programas públicos de compra e distribuição reforçam esse vínculo entre produção e alimentação. Em iniciativa anterior do governo estadual, famílias de Porto Velho receberam tambaqui adquirido da agricultura familiar. A ação mostrou como o pescado pode ser utilizado tanto para garantir comida na mesa quanto para gerar mercado aos produtores. (rondonia.ro.gov.br)
Consumo exige atenção à origem
A escolha do peixe deve levar em conta as condições de conservação, a procedência e o respeito às regras de pesca. Durante o período de defeso, a captura de determinadas espécies é restringida para proteger a reprodução dos animais. Em Rondônia, as orientações oficiais também incluem regras específicas para o pirarucu e limites para a pesca amadora. (rondonia.ro.gov.br)
Outro cuidado envolve a qualidade do pescado e a variedade consumida. Orientações de saúde pública recomendam atenção especial em áreas sujeitas à contaminação por mercúrio, sobretudo para grupos mais vulneráveis, como crianças e mulheres em idade fértil. (bvsms.saude.gov.br)
Mesmo com mudanças na oferta e nos hábitos de consumo, os peixes amazônicos permanecem associados à alimentação, à identidade regional e à economia de Rondônia. Na prática, a presença do pescado na mesa depende da combinação entre produção responsável, fiscalização, conservação adequada e acesso das famílias a alimentos seguros.








