Em Rondônia, equipes de saúde chegam a comunidades de difícil acesso principalmente por rios, estradas vicinais e outros trajetos que exigem planejamento logístico. O atendimento é organizado pelas redes municipais e estadual do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com as características de cada território.
Nas áreas ribeirinhas, o deslocamento pode ser feito em embarcações de pequeno porte, barcos de atendimento ou unidades fluviais estruturadas para funcionar como uma Unidade Básica de Saúde. A estratégia permite levar profissionais e insumos até comunidades que ficam distantes das sedes municipais e dos centros urbanos.
Atendimento por equipes ribeirinhas
As Equipes de Saúde da Família Ribeirinhas, conhecidas como eSFR, atuam em unidades básicas instaladas nas próprias comunidades ou vinculadas a uma unidade de referência. Como parte da população atendida vive em locais separados por longas distâncias, a equipe utiliza embarcações para fazer visitas programadas.
Segundo o Ministério da Saúde, a composição mínima inclui médico, enfermeiro e auxiliar ou técnico de enfermagem. Também podem participar agentes comunitários de saúde, profissionais de saúde bucal e outros trabalhadores, conforme a necessidade da região. Em áreas endêmicas, pode haver a inclusão de microscopista.
Os agentes comunitários têm papel importante nesse modelo. Eles ajudam a identificar as necessidades das famílias, acompanhar gestantes, crianças e pessoas com doenças crônicas, orientar sobre vacinação e informar a equipe sobre mudanças na situação de saúde da comunidade.
Quando o atendimento ocorre em barcos
Outra possibilidade são as Equipes de Saúde da Família Fluviais, que trabalham em embarcações preparadas para oferecer serviços de atenção primária. As chamadas Unidades Básicas de Saúde Fluviais podem contar com consultórios, espaços para procedimentos, vacinação, dispensação de medicamentos e coleta de materiais, conforme a estrutura disponível.
Em Rondônia, o governo estadual também realiza missões fluviais com embarcações e equipes multiprofissionais. Essas ações podem reunir atendimentos médicos, odontológicos, exames, vacinação, distribuição de medicamentos, orientações de saúde e encaminhamentos para outros serviços da rede.
Quando há necessidade de atendimento especializado ou de maior complexidade, o paciente pode ser encaminhado para uma unidade de referência. A definição do destino depende da avaliação profissional, da gravidade do caso e da organização da rede municipal e estadual.
Como as viagens são planejadas
O roteiro considera a localização das comunidades, as condições dos rios e das estradas, o período do ano, o número estimado de moradores e os serviços necessários. As equipes também precisam transportar medicamentos, vacinas, materiais de enfermagem, equipamentos para exames e itens de proteção.
O Ministério da Saúde prevê unidades de apoio e programação de viagens para garantir que o atendimento não fique restrito a ações isoladas. A frequência, entretanto, varia de acordo com o município, a equipe disponível, o orçamento e as condições de acesso.
Como o morador pode buscar atendimento
O primeiro caminho é procurar a Unidade Básica de Saúde responsável pela comunidade ou a Secretaria Municipal de Saúde. Esses canais podem informar o calendário de visitas, os serviços oferecidos, a necessidade de agendamento e os documentos solicitados.
Em situações urgentes, a orientação é buscar o serviço de emergência indicado pelo município ou acionar os canais oficiais de atendimento disponíveis na localidade. O planejamento das ações itinerantes não substitui o atendimento de urgência, que deve seguir o fluxo definido pela rede de saúde.








