As doenças tropicais em Rondônia exigem atenção durante todo o ano. Malária, dengue, chikungunya, zika e leishmanioses podem apresentar sintomas semelhantes, como febre, dor de cabeça, cansaço e dores no corpo. Por isso, a orientação é evitar a automedicação e procurar uma unidade de saúde para avaliação, diagnóstico e tratamento adequados.
O Ministério da Saúde informa que Rondônia faz parte da região amazônica, onde se concentra a maioria dos casos de malária registrados no país. A doença é transmitida pela picada da fêmea infectada do mosquito Anopheles e pode evoluir para formas graves quando não é diagnosticada e tratada rapidamente. (gov.br)
Malária: febre exige investigação
Febre alta, calafrios, tremores, suor intenso, dor de cabeça, náusea, vômitos e cansaço estão entre os sinais mais comuns da malária. A confirmação não deve ser feita apenas pelos sintomas: é necessário exame laboratorial, como a gota espessa ou teste rápido, conforme a disponibilidade do serviço.
Quem esteve em área de mata, zona rural, garimpo ou outra região de transmissão e apresenta febre deve informar essa exposição ao profissional de saúde. O tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e precisa ser seguido até o fim, mesmo que os sintomas desapareçam. A interrupção pode favorecer recaídas, agravamento e continuidade da transmissão. (gov.br)
Dengue, chikungunya e zika
Dengue, chikungunya e zika são transmitidas principalmente pelo mosquito Aedes aegypti. O inseto se reproduz em recipientes com água parada e pode estar dentro ou no entorno das residências. A prevenção depende da eliminação de criadouros, com a limpeza de calhas, caixas-d’água, vasos, pneus, garrafas, ralos e outros locais que acumulem água.
Também é recomendado usar repelente conforme as instruções do fabricante, roupas que cubram braços e pernas, telas em portas e janelas e mosquiteiros quando necessário. Gestantes, crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas devem receber atenção especial diante de sintomas. (gov.br)
Na dengue, os sinais mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares ou articulares, enjoo e manchas na pele. Dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura, desmaio, falta de ar ou sangramentos são sinais de alarme e exigem atendimento imediato, especialmente quando surgem entre o terceiro e o sétimo dia da doença, período em que a febre pode diminuir.
Até receber orientação profissional, não use medicamentos por conta própria. Em suspeita de dengue, o Ministério da Saúde alerta para os riscos da automedicação e contraindica salicilatos e anti-inflamatórios não hormonais, como ibuprofeno, diclofenaco e nimesulida. (gov.br)
Leishmanioses também merecem atenção
A leishmaniose tegumentar pode provocar feridas na pele ou nas mucosas, geralmente com evolução prolongada. Lesões que não cicatrizam devem ser avaliadas por um profissional, pois o diagnóstico depende de exames e pode ser confundido com outras doenças.
Para reduzir o risco, mantenha quintais e terrenos limpos, remova folhas, frutos em decomposição e matéria orgânica, descarte corretamente o lixo e use repelente em áreas de possível presença do mosquito-palha. A limpeza de abrigos de animais também ajuda no controle do vetor. (gov.br)
Quando procurar atendimento
Procure uma unidade de saúde diante de febre sem causa definida, piora do estado geral, falta de ar, sangramento, confusão, convulsões, desidratação ou feridas persistentes. O diagnóstico precoce aumenta a segurança do tratamento e ajuda a interromper a transmissão. Em caso de sinais graves, a orientação é buscar atendimento de urgência.
Informação, proteção contra picadas e eliminação de criadouros são medidas simples, mas decisivas. Em Rondônia, a participação dos moradores e o atendimento oportuno fazem diferença na prevenção de complicações e na proteção de toda a comunidade.








