O Estádio Aluízio Ferreira, conhecido pelos torcedores como Aluizão, ocupa um lugar central na história do futebol de Rondônia. Localizado em Porto Velho, o estádio foi palco de partidas que ajudaram a formar a identidade esportiva da capital e se tornou uma referência para clubes, atletas e torcedores.
Construído na década de 1950, o espaço recebeu o nome de Aluízio Ferreira, político que foi o primeiro governador do Território Federal do Guaporé, área que posteriormente daria origem ao estado de Rondônia. A construção do estádio ocorreu em um período de crescimento de Porto Velho e de fortalecimento das atividades esportivas na cidade. (rondonia.ro.gov.br)
Palco dos clássicos de Porto Velho
Durante décadas, o Aluizão foi o principal ponto de encontro do futebol local. As arquibancadas receberam confrontos entre equipes tradicionais da capital, como Ferroviário, Moto Esporte Clube, Flamengo e Ypiranga, além de partidas envolvendo clubes de outras cidades.
Na fase em que o futebol amador tinha grande influência no estado, os jogos reuniam torcidas numerosas e movimentavam a rotina de Porto Velho. Clássicos e decisões eram acompanhados por bandas, bandeiras e manifestações que ultrapassavam os limites do estádio. Registros históricos sobre o futebol rondoniense destacam que o público costumava lotar o Aluízio Ferreira em partidas importantes. (portovelho.ro.gov.br)
Copão da Amazônia e futebol profissional
O estádio também foi cenário de partidas do antigo Torneio Integração da Amazônia, conhecido como Copão da Amazônia. A competição reunia equipes de estados da região Norte e alimentava rivalidades entre clubes de Rondônia, Acre, Amapá e outras localidades.
Com a profissionalização do futebol rondoniense, o Aluizão passou a receber jogos do Campeonato Rondoniense e de torneios nacionais. Ao longo dos anos, o campo foi utilizado por clubes como Genus, Ferroviário e Porto Velho, em campanhas estaduais e participações em competições organizadas pela Confederação Brasileira de Futebol.
Um dos momentos recentes de destaque ocorreu em 2016, quando o Genus enfrentou a Ponte Preta pela Copa do Brasil. A partida marcou uma participação nacional relevante para o clube de Porto Velho e levou milhares de torcedores ao estádio. O Aluizão também já recebeu jogos de competições como Copa Verde e campeonatos brasileiros das Séries C e D. (pt.wikipedia.org)
Reformas e preservação da memória
O Estádio Aluízio Ferreira passou por reformas para recuperar o gramado, melhorar as instalações e adequar o espaço às exigências de segurança e funcionamento. Em 2016, uma obra de recuperação foi entregue antes do início do Campeonato Rondoniense, com intervenções no campo e em áreas do estádio. (pm.ro.gov.br)
Além da função esportiva, o local integra a memória urbana de Porto Velho. A castanheira situada nas proximidades do estádio também é reconhecida como parte da paisagem histórica ligada à construção do espaço. Segundo registro do patrimônio cultural de Rondônia, a árvore foi preservada desde o período de implantação do estádio e acompanhou diferentes gerações de torcedores. (rondonia.ro.gov.br)
Mais do que uma praça esportiva, o Aluizão representa a trajetória do futebol rondoniense: dos campeonatos amadores e dos grandes clássicos às disputas profissionais. Suas arquibancadas guardam lembranças de títulos, derrotas, reencontros e personagens que ajudaram a construir a história do esporte em Rondônia.


