A saúde da mulher exige cuidados contínuos e deve ser acompanhada em todas as fases da vida. A prevenção não se limita à gravidez ou ao exame ginecológico: envolve vacinação, saúde sexual e reprodutiva, prevenção de infecções, controle de doenças crônicas, saúde mental e atenção a sinais de violência.
No SUS, a porta de entrada para esse acompanhamento é, geralmente, a Unidade Básica de Saúde (UBS). Em Rondônia, mulheres podem procurar a unidade de referência do município para atualizar a vacinação, receber orientações, realizar consultas e, quando necessário, ser encaminhadas para exames ou serviços especializados.
Adolescência: vacinação e informação
Na adolescência, a prevenção inclui manter a caderneta de vacinação atualizada. A vacina contra o HPV é indicada pelo Programa Nacional de Imunizações para meninas e meninos de 9 a 14 anos, em dose única, conforme o calendário vigente. Jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam o imunizante podem ter acesso a uma estratégia temporária de vacinação até 31 de dezembro de 2026.
Também é importante conversar com profissionais de saúde sobre sexualidade, prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), uso de preservativos e saúde mental. O atendimento deve respeitar a privacidade e as necessidades de cada pessoa.
Vida adulta: consultas e prevenção
Na vida adulta, o acompanhamento deve incluir avaliação clínica, pressão arterial, alimentação, prática de atividade física, sono e outros fatores de risco. Mulheres com doenças crônicas, histórico familiar de câncer ou sintomas persistentes podem precisar de acompanhamento individualizado.
O planejamento reprodutivo também faz parte da atenção integral. A rede pública oferece orientação sobre métodos contraceptivos, prevenção de ISTs, cuidados antes da gravidez e acompanhamento durante a gestação, o parto e o puerpério. A escolha do método deve ser feita com orientação profissional.
Exame preventivo e câncer de colo do útero
O exame citopatológico do colo do útero, conhecido como Papanicolau, ajuda a identificar alterações que podem evoluir para câncer. De acordo com o Ministério da Saúde, mulheres de 25 a 64 anos que já iniciaram a vida sexual devem realizar o rastreamento conforme as orientações do serviço de saúde. Em geral, após dois resultados anuais negativos, o intervalo pode passar para três anos.
A vacinação contra o HPV reduz o risco de infecção, mas não substitui o rastreamento. Corrimento persistente, mau cheiro, sangramento fora do período menstrual, dor ou lesões na região genital devem ser avaliados em uma UBS.
Prevenção do câncer de mama
A mamografia é utilizada para o rastreamento do câncer de mama em mulheres sem sinais ou sintomas. A orientação mais recente do Ministério da Saúde para o SUS prevê o exame a cada dois anos para mulheres de 50 a 74 anos. A conduta pode ser diferente para pessoas com sintomas, histórico familiar importante ou outros fatores de risco.
Qualquer alteração nova na mama, como nódulo persistente, retração da pele, mudança no formato, saída espontânea de secreção pelo mamilo ou ferida que não cicatriza, deve ser investigada. Nesses casos, não é necessário esperar a idade do rastreamento.
Climatério, menopausa e envelhecimento
O climatério e a menopausa podem trazer ondas de calor, alterações do sono, mudanças de humor e sintomas geniturinários. A avaliação profissional ajuda a identificar a melhor forma de aliviar os sintomas e acompanhar fatores como pressão, colesterol, diabetes, saúde óssea e risco cardiovascular.
Em qualquer idade, a prevenção deve incluir a busca por atendimento diante de sofrimento emocional, sinais de violência ou sintomas que persistam. Para começar o acompanhamento, procure a UBS mais próxima e leve o cartão do SUS, a caderneta de vacinação e resultados de exames anteriores, quando disponíveis. Informações gerais podem ser consultadas na página de Saúde da Mulher do Ministério da Saúde.








