A pecuária em Rondônia faz parte da história econômica de diversos municípios do estado. A criação de bovinos contribuiu para a ocupação produtiva de áreas rurais, estimulou a abertura de estradas e ajudou a formar cadeias de comércio, transporte, serviços veterinários, abastecimento e processamento de alimentos.
A atividade reúne sistemas voltados à produção de carne e de leite. Em muitas localidades, a pecuária também está associada à agricultura familiar, que utiliza a criação de animais como fonte de renda, segurança alimentar e patrimônio. Por isso, o setor tem importância que vai além do tamanho do rebanho.
Dados históricos mostram expansão do rebanho
Levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registravam pouco mais de 1 milhão de bovinos em Rondônia em 1987. Publicações da década de 1990 já apresentavam informações detalhadas por municípios e regiões, indicando a presença da atividade em diferentes áreas do território estadual.
Na Pesquisa da Pecuária Municipal de 2024, o IBGE apontou um rebanho bovino de 18.221.984 cabeças em Rondônia. A comparação entre os períodos ajuda a dimensionar a expansão da atividade ao longo das décadas, embora os resultados devam ser analisados considerando mudanças nos métodos de levantamento, na organização das propriedades e no perfil da produção.
Municípios com produção diversificada
Porto Velho aparece entre os municípios de maior expressão na pecuária estadual. A capital reúne propriedades voltadas à produção de corte e também unidades produtoras de leite, além de concentrar serviços, comércio e estruturas de apoio à atividade rural.
Outros municípios, como Nova Mamoré, Jaru, Buritis, Ariquemes, São Francisco do Guaporé, Alta Floresta d’Oeste, Cacoal, Campo Novo de Rondônia e Machadinho d’Oeste, também aparecem em levantamentos oficiais com rebanhos expressivos. A distribuição demonstra que a pecuária está presente em diferentes regiões, com características que variam conforme o tamanho das propriedades, o tipo de criação e o acesso aos mercados.
Carne, leite e serviços movimentam a economia
Na pecuária de corte, a cadeia envolve a criação, a compra e venda de animais, o transporte, os frigoríficos, a inspeção sanitária e a comercialização da carne. Na produção leiteira, participam do processo os produtores, os transportadores, as unidades de resfriamento, as indústrias e o comércio.
Esse conjunto de atividades gera demanda por mão de obra e serviços especializados. Também movimenta lojas de produtos agropecuários, oficinas, fornecedores de equipamentos, profissionais de assistência técnica e instituições ligadas à defesa sanitária.
Sanidade e produtividade são pontos centrais
O crescimento da pecuária depende de medidas de controle sanitário, manejo adequado das pastagens, melhoria genética, alimentação e gestão das propriedades. A Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia, a Idaron, acompanha informações sobre rebanhos e propriedades e atua em ações de defesa animal.
Para os produtores, manter os registros atualizados e cumprir as exigências sanitárias é essencial para proteger os animais e garantir acesso aos mercados. Para os municípios, o desafio é conciliar o desenvolvimento econômico da atividade com o uso responsável dos recursos naturais, a melhoria da produtividade e a diversificação das fontes de renda no campo.
Assim, a pecuária permanece como uma das principais referências da economia rural de Rondônia. Sua trajetória ajuda a explicar a formação de vários municípios e mostra como a produção de carne e leite continua ligada ao emprego, ao comércio e à circulação de renda no estado.
Fontes: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pesquisa da Pecuária Municipal; Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril de Rondônia (Idaron); Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).








