Verificar informações políticas antes de compartilhá-las é uma medida importante para reduzir a circulação de notícias falsas, conteúdos fora de contexto e mensagens manipuladas em Rondônia. A recomendação vale especialmente durante o período eleitoral, quando boatos sobre candidatos, pesquisas, urnas eletrônicas, votação e resultados costumam ganhar velocidade nas redes sociais.
O primeiro passo é não repassar imediatamente uma mensagem recebida. Textos com tom alarmista, promessa de revelação exclusiva, pedido urgente de compartilhamento ou acusações sem indicação de fonte exigem atenção. Erros de ortografia, imagens com aparência oficial e vídeos curtos também não comprovam que o conteúdo seja verdadeiro.
Confira a origem e a data da informação
Antes de acreditar em uma publicação, procure identificar quem a produziu e onde ela foi divulgada originalmente. É importante verificar se o endereço pertence a um órgão público, veículo jornalístico, partido, candidato ou instituição reconhecida. Perfis anônimos, páginas sem expediente e mensagens que não apresentam autor ou documento devem ser tratados com cautela.
A data da publicação também precisa ser conferida. Uma notícia verdadeira pode voltar a circular meses ou anos depois, mas acompanhada de uma legenda que altera seu significado. Fotografias de eleições anteriores, decisões antigas e declarações feitas em outro contexto são frequentemente apresentadas como se fossem acontecimentos recentes.
Compare com fontes oficiais
Informações sobre regras eleitorais, candidaturas, calendário, locais de votação, resultados e funcionamento da Justiça Eleitoral devem ser conferidas nos canais oficiais. O Fato ou Boato, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reúne checagens e orientações para esclarecer conteúdos relacionados ao processo eleitoral.
Em Rondônia, o eleitor também pode consultar o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE-RO). O tribunal publicou orientações específicas para as Eleições 2026, com recomendações como verificar a fonte, ler o conteúdo completo e observar com cuidado o endereço eletrônico da página.
Quando o assunto envolver uma decisão administrativa, uma lei, uma obra pública ou uma declaração de autoridade, a consulta deve ser feita, sempre que possível, no site oficial do órgão responsável. Para afirmações atribuídas a políticos, vale procurar o discurso, a entrevista ou o documento original, em vez de confiar apenas em trechos publicados nas redes.
Observe imagens, vídeos e conteúdos gerados por inteligência artificial
Fotos e vídeos podem ser editados, recortados ou retirados de seu contexto original. Ferramentas de inteligência artificial também podem produzir áudios, imagens e vídeos realistas com falas ou situações que nunca ocorreram. Por isso, a ausência de confirmação independente deve ser considerada um sinal de alerta.
Uma forma de checagem é pesquisar uma frase exata da mensagem, observar se veículos jornalísticos confiáveis noticiaram o mesmo fato e fazer busca reversa da imagem quando houver dúvida sobre sua origem. Se a informação aparecer apenas em uma publicação sem fonte identificada, o mais seguro é não compartilhar.
Como denunciar conteúdos suspeitos
O TSE mantém o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (SIADE), que permite comunicar conteúdos falsos, enganosos ou fora de contexto com potencial de afetar a integridade das eleições. Também existem canais oficiais para esclarecer dúvidas e encaminhar relatos sobre irregularidades eleitorais.
A verificação não exige conhecimento técnico. Na prática, envolve pausar o compartilhamento, conferir a fonte, checar a data, comparar versões e consultar a Justiça Eleitoral. Essa rotina ajuda o eleitor a tomar decisões com base em informações verificáveis e reduz o alcance de boatos no debate político de Rondônia.





